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- 1979 - 1980 (Produção)
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Nota de publicação
Produção Científica:
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Nota de publicação
Área de notas
Nota
Nota
Nota
Nota
A ausência de programas específicos para a população migrante que aqui chegava e a caótica estrutura urbana de segregação residencial da população pobre não deixava muitas opções aos fluxos imigratórios que chegavam à cidade. Assim os migrantes, anteriormente à sua chegada, já sabiam onde procurar um espaço para morar: nas favelas. Mas se as terras fossem loteadas e vendidas, os migrantes também sabiam que tinham de formar outro núcleo.
A história de belo horizonte está assim marcada pela contínua criação e destruição de favelas. Alguns bairros atualmente habitados pelas elites locais (classe alta), num passado bem recente, eram favelas habitadas por migrantes provenientes do interior do Estado Atualmente, pode-se verificar entretanto, que as favelas não são núcleos homogêneos, diferenciam-se em alguns aspectos sócio-econômicos. Algumas possuem certa infra-estrutura e outras não, a origem dos habitantes é também diferente mas o ponto comum entre eles talvez seja o fato de serem, em sua maioria, migrantes.
[...] as áreas de influência econômica de Belo Horizonte, e de onde se originam grande parte do fluxo de imigrantes para BH, são exatamente aquelas que que apresentam as taxas de fecundidade mais altas. As áreas que apresentam baixas taxas de fecundidade são influenciadas, economicamente, pelos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
[...] A carência em termos de condições habitacionais, serviços de saúde, etc. é visível em vários pontos da Área e a metade da população empregada recebe menos que o salário mínimo. Por outro lado a ‘ favelização da população’ , característica da cidade desde a sua fundação, cresce substancialmente em períodos mais recentes. O número de favelas e áreas ocupadas clandestinamente pela população de baixa renda é cada vez maior. Verifica-se também por toda parte, uma pressão populacional cada vez mais aguda, gerada, em parte pelo aumento do fluxo de imigrantes que se deslocam para a ‘grande cidade’.
Da comparação realizada entre a população nativa e a migrante em termos de comportamento reprodutivo verificou-se que existe um diferencial de fecundidade entre esses dois grupos que residem na Área, mas ambos tem suas especificidades em termos de fecundidade. Por outro lado, a educação destaca-se como a variável interveniente mais importante o que leva -nos à conclusão de que possíveis melhorias no setor educacional, tornando-o mais abrangente para toda a população geraria efeitos diretos sobre a variável fecundidade.
Uma das conclusões interessantes desse estudo é que o controle da natalidade (e também a esterilização) está se extendendo, ano a ano, para as mulheres cada vez mais jovens, Isto sugere que as mulheres estão passando a controlar sua prole com intuito de espaçar o intervalo entre os filhos além de limitar o tamanho de suas famílias. Além disso observa-se que grande parte desse grupo já estava informado sobre os métodos anticoncepcionais eficientes. Isto sugere que a falta de adoção de tais métodos deve ser mais em função da restrição financeira do que por falta de informações.
Do estudo fica claro que também as pessoas de baixa renda estão motivadas a terem famílias menores, confirmando em partes os dados das PNADS.[...] Da análise desses dados levantou-se muitas indagações que geraram a necessidade de se proceder a um estudo mais aprofundado sobre a mulher inserida nos estratos de baixa renda com relação, especificamente, ao seu comportamento reprodutivo dentro das suas próprias estratégias. [...] (SILVA; VALE; PAIVA, 1980, p.125-128)
Identificador(es) alternativos
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Pontos de acesso de assunto
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Ponto de acesso nome
- SILVA, Léa Melo da (Produtor)
- VALE, Maria do Carmo Fonseca do (Produtor)
- PAIVA, Paulo de Tarso Almeida (Produtor)